
O que fazer em Lençóis Maranhenses: Guia Prático 2026
Os Lençóis Maranhenses são, sem dúvida, um dos lugares mais icônicos do mundo. Recentemente reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, o parque é a natureza em estado bruto: silêncio, dunas brancas e uma sensação única de imensidão.
Se você está planejando sua viagem e quer saber o que fazer em Lençóis Maranhenses, este guia prático foi feito para você. Diferente de outros destinos, aqui a logística e a escolha da época certa definem se sua experiência será um sonho ou uma frustração.
Localização: Onde ficam os Lençóis Maranhenses?
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fica no nordeste do Maranhão, a cerca de 250 km de São Luís, capital do estado.
A viagem de São Luís até Barreirinhas leva cerca de 4 horas via BR-135. Para quem busca praticidade, os transfers em vans são a opção mais segura, pois os motoristas já conhecem as condições da estrada. Se optar por ir até Santo Amaro, o trajeto final exige veículos 4×4, pois a cidade é cercada por areia.”
A área protegida abrange principalmente os municípios de Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão e Atins, cada um com características bem diferentes — e isso impacta diretamente a experiência da viagem.
O que fazer em Lençóis Maranhenses: Os Melhores Passeios
O Parque Nacional é vasto e a experiência de visitação é dividida em “circuitos”. Cada um deles oferece uma perspectiva diferente das dunas e das lagoas, variando conforme a base escolhida (Barreirinhas, Santo Amaro ou Atins).
Para aproveitar com segurança, é fundamental saber que todos os passeios dentro do parque exigem o acompanhamento de guias credenciados e o uso de veículos 4×4 adaptados. A logística não é simples, mas é o que garante a preservação deste Patrimônio da Humanidade.
O que esperar dos circuitos
Os roteiros mais tradicionais levam às lagoas de águas cristalinas, onde o foco é o banho e a contemplação do pôr do sol. Há também passeios fluviais e experiências que misturam dunas com a culinária local em vilas de pescadores.
As principais opções incluem:
- Circuitos de Lagoas: Visitas a grupos de lagoas famosas, como a Azul e a Bonita, com caminhadas pelas dunas.
- Passeios de Rio: Navegação no rio Preguiças com paradas em comunidades locais e faróis.
- Experiências em Atins: Onde o Rio encontra o mar, ideal para quem busca um clima mais rústico e pratos típicos.
Dica Prática do “Um Tempo pra Viver”: Eu detalhei minha experiência pessoal, com dicas de horários, o que levar e o nível de dificuldade física no post: [Link: Circuito Lagoa Bonita e Rio Preguiças: Vale a pena o passeio?]. Lá você encontra o roteiro real que eu fiz e como otimizar seu tempo.
Melhor época: Quando visitar para ver as lagoas cheias?
Este é o ponto crucial para o seu planejamento. Como as lagoas são formadas exclusivamente pelas águas das chuvas, o auge do turismo na região ocorre logo após o período chuvoso, quando elas atingem o nível máximo de água.
No entanto, é importante saber que você já consegue aproveitar o destino assim que o volume de água sobe, permitindo uma experiência incrível e com lagoas já balneáveis mesmo antes do pico da temporada.
O Auge (Junho a Setembro)
É a escolha mais segura para quem não quer errar.
- Destaques: Lagoas no nível máximo, céu azul constante e clima mais seco.
- Vantagem: É o cenário clássico de cartão-postal.
A Janela Alternativa: Abril e Maio (O Despertar das Lagoas)
Muitos guias dizem para esperar, mas a verdade é que a partir de abril e maio já é possível aproveitar muito a região.
- A experiência: As chuvas ainda podem ocorrer, mas as lagoas já estão com um volume de água considerável e as dunas ficam com uma textura única.
- Vantagem: Menos turistas e uma sensação de exclusividade ainda maior. Se você não se importa com uma chuva passageira, é uma época mágica para ver o parque “ganhando vida”.
O Período de Enchimento (Janeiro a Março)
É o período de chuvas intensas.
- O que esperar: É quando o “estoque” de água é reposto. Ainda não é a época ideal para quem busca o banho clássico, pois as lagoas menores ainda estão se formando.
O Período Crítico: Outubro a Dezembro
- Atenção: É a época que você deve evitar. A maioria das lagoas seca completamente e a paisagem perde o seu maior impacto. Ir nesta época pode ser frustrante.
Dica Prática de Segurança: Independente do mês, o sol do Maranhão não perdoa. Mesmo se você pegar dias nublados em abril ou maio, a radiação refletida na areia branca é altíssima. Use sempre camisa com proteção UV, chapéu e protetor solar.
O que fazer em Lençóis Maranhenses: Os Melhores Passeios
A alma da viagem está nos circuitos que exploram a imensidão das dunas. Ao decidir o que fazer em Lençóis Maranhenses, você descobrirá que os passeios são divididos por áreas, cada uma com sua personalidade e nível de esforço físico.
Aqui está um resumo das principais experiências que não podem ficar de fora do seu roteiro:
Circuito Lagoa Azul (O Clássico)
É o passeio mais tradicional de Barreirinhas. Ele leva a um grupo de lagoas famosas, como a Lagoa da Preguiça e a própria Lagoa Azul. É a escolha ideal para o primeiro dia, pois oferece uma excelente introdução à paisagem do parque com um nível de caminhada moderado.
Circuito Lagoa Bonita (A Melhor Vista)
Este circuito é conhecido por oferecer uma das vistas panorâmicas mais espetaculares de todo o parque. A subida da duna inicial é íngreme, mas em 2026 o acesso está muito mais prático graças à escadaria de madeira instalada para facilitar a subida. O esforço é recompensado por um pôr do sol inesquecível entre as lagoas.
Passeio pelo Rio Preguiças e Atins
Diferente dos outros, este é um passeio náutico em lancha voadeira. O trajeto pelo rio permite paradas em comunidades como Vassouras (onde ficam os macacos-prego), o Farol de Mandacaru e a vila de Caburé. O roteiro pode ser estendido até Atins, onde o rio encontra o mar, oferecendo um clima rústico e uma gastronomia de tirar o fôlego.
Onde se hospedar: Diferenças entre Barreirinhas, Santo Amaro e Atins
Escolher a base certa é metade do planejamento da sua viagem. Como o parque é imenso, a cidade onde você dorme determina quais lagoas você visitará e quanto tempo passará dentro de um veículo 4×4. Não existe uma opção “melhor”, mas sim a que melhor se adapta ao seu perfil de viajante.
Barreirinhas: A porta de Entrada
Se é a sua primeira vez ou se você viaja com família e crianças, Barreirinhas é a escolha mais lógica e prática.
- Perfil: É a cidade com maior infraestrutura urbana, agências bancárias, farmácias e uma ampla variedade de hotéis e pousadas.
- Gastronomia: A Beira-Rio é o coração da cidade, com restaurantes para todos os bolsos.
- Vantagem: Facilidade de acesso a partir de São Luís e maior oferta de passeios compartilhados, o que diminui o custo.
Atins: Charme e Desconexão
Antiga vila de pescadores, Atins se transformou no destino “rústico-chique” da região. É o lugar perfeito para quem busca uma experiência mais exclusiva.
- Perfil: As ruas são de areia, não há iluminação pública em todo lugar e o sinal de celular é instável. É o refúgio favorito de kitesurfistas e casais.
- Gastronomia: Surpreendente. Atins abriga alguns dos melhores pratos da região, como o famoso camarão grelhado.
- Vantagem: A vila fica “onde o rio encontra o mar”, permitindo um contato muito próximo com a natureza selvagem.
Santo Amaro do Maranhão: Pé na Areia
Se o seu objetivo é ver as lagoas mais próximas e com menos fluxo de pessoas, Santo Amaro é o seu lugar.
- Perfil: A cidade é mais pacata e a estrutura turística é mais simples que a de Barreirinhas, mas tem ganhado fôlego nos últimos anos.
- Vantagem: As dunas começam praticamente dentro da cidade. Muitas vezes, o trajeto de 4×4 até as lagoas é muito mais curto, permitindo aproveitar mais tempo dentro da água. É considerada por muitos como “a dona” das lagoas mais bonitas do parque.
Dica importante: Em Atins e Santo Amaro, leve uma quantia de dinheiro em espécie. Embora muitos lugares já aceitem cartão e Pix em 2026, a instabilidade do sinal de internet pode deixar você na mão no momento de pagar uma conta.
Como funcionam os passeios nos Lençóis Maranhenses?
A exploração do parque segue regras rígidas de preservação. Todos os roteiros são realizados em veículos 4×4 credenciados e obrigatoriamente acompanhados por guias locais. Como a logística muda dependendo da sua base e das condições das lagoas, preparei um conteúdo à parte detalhando o funcionamento prático, horários e custos.
👉 [Confira aqui os detalhes sobre os passeios: Navegação no Rio Preguiças e Circuito nas Lagoas]
Dicas de Segurança e Planejamento: O que levar?
Para que sua experiência seja segura e sem imprevistos, aqui estão os itens essenciais para levar na mochila:
- Proteção Solar: O reflexo do sol na areia branca é intenso. Além do protetor solar (biodegradável, de preferência), use camisas com proteção UV e chapéus com cordão (o vento é forte e pode levar o chapéu duna abaixo).
- Hidratação: Dentro do parque não há pontos de venda. Carregue sempre água e algum lanche leve (frutas ou castanhas).
- Calçado: Você passará a maior parte do tempo descalço ou de chinelos. Em alguns trechos de caminhada mais longa sob o sol forte, uma meia ou sapatilha de neoprene pode proteger os pés da areia quente.
- Dinheiro Vivo: Como mencionei, Atins e Santo Amaro podem ter instabilidade de sinal. Ter dinheiro em espécie garante o pagamento de guias e refeições em locais mais remotos.
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